30 de dezembro de 2009

Metas para 2010. Por que não?

Para alguns planejar o ano que está pra chegar é bobagem, mas eu não concordo. Acho importante parar e assimilar os passos certos e os errados. Isso é aprender, é crescer. Não sei quanto a vocês, mas eu gosto da sensação de ter melhorado em algo.

No final de 2008, por exemplo, eu revi meu ano e percebi que estava estressada demais, explodindo a qualquer momento, com qualquer um. Estabeleci que melhoraria em 2009 e melhorei. Não 100%, o que vou explicar daqui a pouco, mas melhorei. Ponto para mim! E seria legal ganhar um campeão de papel laminado, mas me consolo em ter dias mais em paz.

Agora, as metas:

- Sentir menos culpa. Culpa por não visitar os avós, não telefonar para os amigos, por não querer conversar com alguém, por não fazer inglês, por não ter comprado anti-pulga e por ai vai. Cansei.

- Guardar dinheiro pra poder viajar. E se for pra gastar, que seja comigo.

-Não abandonar os tratamentos médicos no meio do caminho.

-Sofrer menos com atitudes egoístas dos outros. Na verdade, sofrer menos com atitudes alheias em geral.

-Ter mais paciência com pessoas da terceira idade. Bom, era sobre isso que eu disse que falaria depois. Melhorei com as crianças mimadas, com as pessoas mal humoradas, mal educadas e as de raciocínio lento, mas ainda não superei meu problema com os velhinhos e velhinhas. Eles me irritam, irritam muito. Não suporto a inflexibilidade e a prepotência, mas vou melhorar. Prometo. Um beijo para todos as velhinhas e velhinhos ranzinzas do meu Brasil.

E é só.

17 de dezembro de 2009

Você sabe o que é o Tumblr?

Não? Porque eu também não sei e ninguém soube me dar uma definição eficiente. Parece um microblog, um twitter com fotolog, sei lá, mas eu fiz um.
Ainda não aprendi a configurar, nem nada, mas vamos que vamos!
Tá lá: http://ranzinza.tumblr.com/

10 de dezembro de 2009

Visa e Mastercard na Boca do Sapo



Pode parecer que eu sou ainda mais ranzinza e cri-cri que o habitual, mas gostaria de deixar aqui um recado pra você, pessoa que acha que não precisa mais carregar dinheiro e anda por aí só com cartões de crédito ou débito na carteira: espero do fundo do meu amargo coraçãozinho que haja um bug, um apocalipse no sistema bancário e que um belo dia você se descubra sem dinheiro até pra pagar o ônibus, então, quem sabe andando a pé para casa, com os pés cheios de bolhas, você aprenda?

E dizem por ai que cartão é mais prático. Prático onde? Já viu como são as filas de bar na hora de ir embora? E supermercado? O tio da frente não lembra da senha, erra, chama a esposa, que erra também, e a fila crescendo. Um dia desses, no maior supermercado da cidade, por problemas com a rede apenas um caixa passava cartão. Era tanta gente se empurrando que por um momento eu achei que era uma mega promoção do tipo “pegue o quanto puder e não pague nada”.

Pra quem está atrás do balcão é ainda pior. É preciso pagar aluguel e taxas pro banco, custo que acaba repassado pro produto. O dinheiro que deveria estar no caixa no fim do expediente, só vai estar dali 15 dias, em média. E quando o banco atrasa? Não sei como é para grandes negociações, mas quem tem uma empresa pequena, tem que rebolar. Conheço o dono de um restaurante que ficou 3 meses sem ter o dinheiro repassado. Isso quebra um sujeito, minha gente.

Tem também os cada vez mais endividados. Aposto que tem um bem pertinho de você, sua mãe, sua namorada, não? Eu conheço muita gente. Compram, compram, compram com o cartão, e depois só pagam o rotativo, achando que é um papai noel moderno. E os bancos...bom, vou ficar por aqui, porque ao contrário fica parecendo propaganda do PCO e eu só quero mesmo é praguejar: caro amante do dinheiro de plástico, sua hora chegará.

6 de dezembro de 2009

Os meus pés


Houve um tempo em que eu acreditava mais nas minhas idéias. Andava por aí com um bloquinho de anotações na bolsa e tinha outro na beira da cama, caso eu sonhasse algo interessante, ou tivesse alguma sacada boa esperando o sono. Idéias para filmes, músicas, cartas, textos aqui pro blog.
É, talvez eu levasse a sério demais minhas bobagens.
Hoje não anoto mais nada, acabo escrevendo coisas que permanecem, mas sempre tenho a sensação que algo se perdeu. Ontem mesmo eu me lembro de ter pensando em um texto, e ele me veio completo, fechado, era tão legal, engraçado, mas o que era mesmo? Não lembro. Só lembro que foi escovando os dentes. Será que volto pro computador e escrevo? Não, era tarde demais. TAlvez eu me lembrasse se fosse deitar pensando, mas não, não adiantou, não me lembro de mais nada.
E teve aquele dia esperando o sinal vermelho no carro. Qual era mesmo? Também não lembro.
Se antes eu me empolgava, levantava, corria pro banheiro, escrevia e rescrevia enquanto os outros dormiam, agora eu puxo a coberta e viro de lado. E eu nunca mais brinquei de inventar músicas, nunca mais ousei achar que sabia o que era filme, um curta de 1 minuto que seja. São tantas outras coisas pra me preocupar, pra resolver.
Acho que agora eu sou mais o que chamam de pé no chão, o que deve ser bom, é o que dizem, é o que eu digo pra mim, mas era mais divertido ficar na ponta dos pés ou pé pro alto, de pernas pro ar.

16 de novembro de 2009

Facebook, para o bem e para o mal.

Na vida nem sempre a gente pode escolher com quem convive. Você entra em um novo emprego, um novo curso, em uma nova academia e lá estão eles, os idiotas. Eles são a razão pra você pensar em desistir, mas não, desistir por causa de um babaca? Nunca. E assim vocês seguem compartilhando horas preciosas do seu dia.
Com o tempo vocês trocam um diálogo ali, outro aqui, e por fim você começa achar que ele não é tão má pessoa assim, se você se esforçar, dá até para rir de uma piada ou outra, e quando você menos percebe está se referindo a ele como amigo.
Eu tive um amigo assim. Vamos chamá-lo aqui de José Miguel. José Miguel era um grande chato, do tipo que faz piada com defeitos e erros dos outros, fala alto, é grosseiro, um pulha de marca maior.
Toda vez que ele entrava de férias, eu e meus amigos torcíamos para que ele não voltasse mais. Overdose era o acidente mais provável, mas sonhávamos também com colisões de carro, quedas de balão, esqui, acidente com fogos de artifício, qualquer coisa, mas, para nossa infelicidade, ele sempre voltava.
Depois de algum tempo, não me lembro por qual motivo, eu e José Miguel nos aproximamos, para espanto dos demais. Sério, Marcela? O José Miguel legal? Sim, eu garantia. Ele tem aquele jeitão, mas no fundo é um cara bacana.
Um dia, quando já não nos víamos diariamente, não pensei e coloquei o telefone dele em um recado do orkut. Ok, eu não devia ter colocado, mas não era motivo para a histeria que se prosseguiu. Pensei bem, afinal, por que mesmo eu o considerava como amigo?Não soube responder. Deletei do msn, orkut e esqueci que ele existia, literalmente.
Não é que agora, com a popularização do facebook, José Miguel me reapareci, como se nada tivesse acontecido? Já neguei seu pedido de amizade três vezes e negarei todos que chegarem, por que as redes sociais tem esse mal, de trazer de volta pessoas que deveriam ficar pra sempre esquecida, mas tem também uma benção, o botão negar.

11 de novembro de 2009

Top 5 músicas rancorosas para cantar no banho enquanto se planeja um crime passional

Porque civilidade é para os fracos.

5- Fera Ferida - Roberto Carlos

"Eu sei!
Que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes
Eu sei!
Que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci"


4-Bilhete - Ivan Lins

"Jogue a cópia da chave por debaixo da porta
Que é pra não ter motivo
De pensar numa volta
Fique junto dos teus
Boa sorte, adeus"


3- Its a long way - Caetano Veloso

"Os zóio da cobra verde,
hoje foi que arreparei,
se arreparasse há mais tempo,
não amava quem amei
"

2- Trocando em miúdos - Chico Buarque

"Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde."

1- Me deixa em paz ( Monsueto/ Aírton Amorim)

Essa não dá pra só ler a letra, tem que ouvir a interpretação


25 de outubro de 2009

A verdade é que eu não tenho nada a dizer



*Eu escrevo pra quem?
**E só porque eu acho fofa essa versão

4 de outubro de 2009

Morreu

E daí ela morreu. E daí eu não conheço nenhum outra música, só essa, que eu escutava no cd do Milton Nascimento que a Lorena me emprestou e eu demorei muitos meses pra devolver.
Eu gostava se escutar enquanto lavava a louça, no tempo que ainda a sujávamos.
Colocava no repeat. Cantava como se tivesse um belo espanhol e ficava me sentindo uma cidadã do mundo.
Mal sabia eu que não era um mosquitinho brota na pedra, como eu insistia em traduzir. Como um mosquito nasce na pedra? Seria uma canção com coisas mística? Era musguinho, musguinho, a Rosma me explicou.




3 de outubro de 2009

Ô preguiça...



Então né? Atualizar que é bom nada.


Mas por enquanto vamos de blog das 30 pessoas e tá tudo certo.




10 de setembro de 2009

Sinistro. Ou não.




Eu não sei se acredito em coisas sobrenaturais, em coisas divinas ou algo que valha, mas que o mundo é cheio de coisas esquisitas, isso é.
Ontem, sem motivo aparente e sem explicação óbvia, eu me lembrei de um garoto que eu estudei no pré-primário. Eu tinha o que, cinco, seis anos? Pois é, faz tempo, mas me lembrei.
Ele se chamava Fernando, morava perto da casa da minha tia, tinha dois irmãos, era o filho do meio, tinha uma bicicrox, a mãe era costureira e o pai havia sumido.
Talvez ele tenha mudado de escola, ou de cidade, não sei, só sei que nunca mais o vi. Mas quem se importa? Ele nem era legal. Porque cargas eu estava pensando nele?

Mais tarde, precisamente 1h e 30 da manhã, eu estava descendo as escadas da casa do Marco, quando dei de cara com um homem passando. Sim, era ele, o Fernando.
Vai, pode ser algo banal, coincidência. Passei 22 anos sem ver essa pessoa ou nem se quer pensei em sua existência e justo no dia que eu me lembro, eu a vejo. Que tal?

Dali alguns minutos eu estava passando em frente a Praça dos Macacos e vi três cachorros grandes se aproximando. Os três se posicionaram na frente do carro e começaram a latir pra mim. Latiam muito mesmo, rosnavam mostrando todos os dentes, uma coisa meio filme de terror. Eu buzinava e eles não saiam da frente, continuavam latindo. As pessoas do boteco olhavam sem entender aquilo, e eu lá, encolhida, com medo que a qualquer momento um deles quebrasse o vidro, me atacasse rasgando a jugular e me fizesse sangrar até a morte. Por fim eu escapei.

Cheguei em casa sã e salva, mas não pude dormir pensando nos acontecidos. Algumas possibilidades abaixo:

a- O Fernando vai morrer e vai pro inferno. Os cães vieram buscar.
b- O Fernando morreu, foi pro inferno e veio junto com os cães me buscar.
c- O Fernando morreu, é um anjo, e junto com os cachorros tentaram me afastar de algo ruim, ou me buscar.
d- Eu não vou morrer, o Fernando é só o Fernando e os cães são só cães.

Eu acho que é a letra A.

31 de agosto de 2009

Pequenos Prazeres Automobilísticos


Situação 01: Você está andando no máximo permitido, porém um carro logo atrás não parece saber disso. Ele cola na sua traseira, tentando intimidar, buzina, algumas vezes dá luz e seta. Ou ele tem um carrão caro e se sente superior a você, ou tem um carro caindo aos pedaços e quer mostrar que ainda assim é superior a você, que não é veloz o suficiente para ficar na frente dele, o super piloto.
O divertido nessa brincadeira é não ceder jamais, e impedir o máximo possível que ele consiga ultrapassar você. Tente andar na mesma velocidade do carro da faixa ao lado e ele ficará preso e cada vez mais nervoso.
Nota: brincadeira não aconselhada parta cidades com alto índice de violência.

Situação 02: Trânsito parado. Tá calor, o dia está lindo e você quer chegar logo., mas fazer o que? Você olha distraidamente pelo espelho e percebe um carro importando ultrapassando pelo acostamento. Tudo que você mais abomina. O que fazer? Desloque seu carro um pouco para direita, de forma que ele não consiga passar por você. Se o carro for uma bmw, como foi meu caso, é mais divertido, pois o dono olhará seu carro popular com um olhar de desprezo digno das novelas mexicanas.
Nota: Convém fingir que você não notou o que estava acontecendo e está prestando atenção nos passarinhos.

Situação 03: Passar no amarelo. Eu sei, é bobo, mas eu adoro, ainda mais se ficar vermelho nos últimos segundos. Quase tão emocinante quanto andar com a gasolina no osso.

14 de agosto de 2009

Sim, eu tenho muito tempo sobrando

Eu podia estudar, ajudar uma instituição carente, plantar uma árvore, mas não, prefiro gastar meu tempo com coisas bestas da internet.

Abaixo, Marcolino e eu no tempo.




28 de julho de 2009

Pipocando e palpitando



Passei o final de semana assistindo filmes, coisa que há muito tempo eu não fazia. Muito tempo mesmo. É tão bom quando a gente recupera um prazer na vida, né? É que nem música. Fico um tempão sem ouvir nada, meses, nem lembro, mas um belo dia abro minha pasta de mp3 e minha noite vira puro deleite.
Mas voltando aos filmes, como eu moro no fim do mundo, assisti agora os filmes que você assistiu ano passado. “O Leitor”, por exemplo. Quando você assistiu? Eu assisti ontem. E não gostei. Acho que o conflito central não segura o filme, fica aquela coisa estranha, sem fim. Eu não via a hora da personagem da Kate morrer e acabar logo aquele engodo. Já “Quem quer ser milionário” eu achei do caramba, e fico pensando nos personagens o tempo todo, principalmemte no do irmão, Salim, que é ótimo.
Ah, ok. Chega de notícias velhas. Vou falar então do Jean Charles, que eu assisti ontem, por que o cinema tem promoção na segunda-feira, todo mundo paga 4,50. Disseram por aí que o filme é ruim por que o Selton Mello só sabe fazer o papel dele mesmo. Tem um pouco de verdade né? Se for raparar, os personagens dele são todos parecidos, meio atrapalhados ( como em mulher invisível, que eu também assisti esses dias), mas nesse filme em especial achei ele diferente, o jeito de falar, sei lá, mas achei, achei que está muito bom. Pena que tirando ele, o Moreno* e Zuca*, tudo pareça amador naquele filme, principalmente a direção. Por que diabos esses diretores usam tanto câmera na mão, em momentos nada a ver, como em um simples diálogo? O aluguel do tripé é caro em Londres?
E por falar em amadores, falaram pra não esperar muito do filme sobre o Caetano, mas eu estou louca pra ver. Pena que pelo andar da carroagem vai ser só lá pelo ano que vem.
*: sem saco para procurar os nomes no google. Espero que você entenda as referências.

17 de julho de 2009

Gripe suína, eu? (Ou ainda, hipocondríaca, eu?)





Febre Alta ( igual ou acima de 39°)
Não sei se chegou a ser tão alta, mas acordar com a camiseta ensopada de suor foi assustador.

Coriza e espirros ( nem sempre de forma pronunciada)
Pouco

Dor de Cabeça e no corpo
Muita! Muita dor nos joelhos e região lombar. Sem piadas, por favor.

Falta de apetite
Sim. Algo novo na minha vida, pois nem as paixões me tiraram o apetite.

Tosse
Pouco

Dor de garganta
Muita. Ainda não estou falando como a Vera Fischer, mas acho que chego lá.

Moleza
Passei dois dias prostrada na frente da tv e pude colocar meus seriados em dia.

Diarréia, Náusea e Vômitos
Náuseas e tal, mas tomei uma coca sem gelo, que resolve tudo.

Conclusão: Eu sobrevivi! Vou escrever um livro, fazer palestra e ficar rica. Rica!

13 de julho de 2009

Fim de semana

Lembras das redações da quarta-série? Pois é.


- Passei o sábado tensa, tentando vencer a apostila de processual do trabalho. Dizem que não devemos estudar na véspera, mas eu não seria eu se não fizesse algo de última hora.

- Ele não queria mais fazer a prova. Perguntou se eu ficaria chateada. Respondi que sim, claro que ficaria, e fiquei. Só melhorei a noite, quando ele mudou de idéia. Fiquei feliz. Sabe por que ele quase não foi? Corrida pela manhã e jogo a tarde. Homens...

-Marcamos para as 4 da manhã, mas meu irmão e sua namorada atrasaram, como sempre. Ao passar no posto para calibrar o pneu, descobrimos que um deles estava furado. Um sinal?

-Para minha surpesa, não estava quente e Piracicaba não é uma cidade feia, pelo contrário, muitos ipês floridos e ruas largas. Fiquei com vontade de morar lá, passar os fim de semanas pescando e cantando “ o rio de piracicaba, vai jorrar água pra fora...”

-Fui mal em matemática. Basta uma simples fração para me aterrorizar. Não sei mais o que eu faço. Estou pensando seriamente em entrar no Kumon e resolver essa pendenga na minha vida. Sai da sala por ordem do fiscal. Acho que não vai dar pra morar ai, Piracicaba.

-Depois da prova fomos até a Rua do Porto pra comer peixe. Casinhas antigas e coloridas, dezenas de restaurantes com grelhas com diversos tipos de peixe e o rio. Disseram que o rio estava poluído e eu imaginava um mini-tietê, mas não, é enorme, lindo, e com crianças pescando.



( Rua do Poerto. Na falta de uma foto minha, já que minha máquina pifou, vamos usar essa foto com estranhos, que eu peguei no google)



-Chamaram meu nome. Quem seria? Vi uma moça de cabelos raspados e um menininho. Deduzi que era a Paullete. Sim, ela me reconheceu. E eu fiquei um pouco com vergonha. Por que? Porque eu sou jeca. Ela me aconselhou a escolher qualquer restaurante, pois todos são iguais. Escolhi o que me ofereceu uma caipirinha grátis.

-Na volta meu irmão me deixou esperando mais de uma hora porque foi andar de balsa e "esqueceu" de me avisar, mas tudo bem, porque eu vi um balão de perto, e contando que só vi duas vezes na vida, foi bem legal.




(Essa foto também é do google. Parece que os balões são tradicionais por Piracicaba, pois tem relacionadas várias fotos como essa)

3 de julho de 2009

TPP (Tensão pré-postagem)


Agora toda véspera do dia 03 é assim.

E diminua ainda alguns milimetros de unha se descobrir, faltando poucos minutos para o horário de postagem, que sua internet foi cortada por falta de pagamento. Tsc-tsc.

http://blogsdas30pessoas.blogspot.com

29 de junho de 2009

Os príncipes de outrora

Hoje me lembrei de uma lista que eu publiquei no meu antigo blog, resultado de uma brincadeira de amigas. Era um ranking dos homens que achávamos bonitos, interessantes, ou, ahn..."copuláveis".
Corri nos arquivos e achei o post, marcado com a data Setembro de 2003. Não achei que já tinha tanto tempo. O curioso é que quase nenhum homem que eu coloquei na lista me apetece nos dias de hoje.
Bom, são mais de 5 anos, né? Muita coisa acontece em 5 anos.


1-Sérgio (Marcello Antony)
Saiu da lista, afinal, a novela acabou.
Cedeu lugar para Raj, o indiano. Deixa eu sonhar com o galã da vez? Deixa eu ser noveleira? Deixa eu ser povão?

2-Fabio Assunção
Andou cheirando demais, emagreceu muito e o que parecia impossível aconteceu: Assunção ficou feio.

3-Jairzinho
Na época eu gostava das músicas, agora acho brega.

4-Claúdio Lins
Nem me lembro mais que ele existe.

5-Thiago Lacerda
Idem Marcello Antony.

6-Edgar da MTV
Ainda é um fofo.

7-Angeli
Não sei mais o que pensar do Angeli.

8-Chico Buarque
Ok, chico é chico, mas andropausa é andropausa.

9-Selton Mello
Ainda é um fofo.

10-Padre Pedro
Afinal, o que ele estava fazendo aqui?



Uma lista atualizada?
Bem, eu tentei, mas não consigo ir muito do Raj e do Sawyer de Lost. Vai ver eu não tenho mais idade para príncipes encantados.



27 de junho de 2009

Eu também quero falar de Michael Jackson



Eu me lembro quando o Michael Jackson voltou para a minha vida. Eu trabalhava de segunda a sexta no laboratório de informática da Metodista e era o meu primeiro emprego. O uniforme era ridículo e diariamente eu escutava desaforo de alunos chatos da publicidade, mas eu pagava minha conta de luz, meu condomínio, eu estava feliz.
Foi lá que eu conheci o Gláucio, estagiário como eu. Gláucio era de Belém do Pará. Gláucio freqüentava festas estranhas. Gláucio tinha um blog. Gláucio gostava de coisas dos anos 80. Gláucio gostava de Michael Jackson! Sim, Gláucio era mesmo muito esquisitão.
Apesar do currículo acima, eu e Gláucio ficamos amigos rápido. Nós dois gostávamos de MPB e ficávamos escutando mp3s escondidos. Com o tempo Gláucio me ensinou a fazer um blog, e, antes mesmo que eu me desse conta, estava escutando músicas do rei pop e dançando o moonwalk entre os computadores. Ok, a parte da dança é invenção minha.


Analisando agora, o que me comovia no Michael não era a voz, nem as músicas super gostosas. O que me pertubava era a dança. Como alguém conseguia ser assim tão leve? Eu e meu pé de chumbo, que não sabe nem dançar valsa, ficávamos maravilhados. Via os vídeos de quando ainda era menino e aquilo me humilhava. Eu queria ser ágil assim, droga. Queria dar aquelas voltinhas, aquelas deslizadas. Queria também que um dia ele voltasse. No meio de tantas críticas e plástica, ele surgiria com um novo cd, inovador, e calaria a boca de todo mundo. Quem sabe esse novos passos eu aprendia a fazer?É, eu fantasio demais.





24 de junho de 2009

Hoje não é um belo dia para lamentações?

Ontem uma pessoa me perguntou coisas da vida e eu não soube responder.
Eu não sei mais o que eu quero, nem o que eu sou. E teve um tempo em que eu sabia, mas já não sei mais. Nada mais do que me interessava ontem, me interessa hoje. Acho tudo bobo, fantasioso.
Passo meus dias brincando de vender coisas, e as vezes chego a acreditar que é isso mesmo que eu devo fazer, pois de fato quando eu levo a sério, eu vendo muito bem, mas levar as coisas a sério é bem chato. Quando eu vejo já estou fazendo alguma piadinha com um cliente mal humorado. Seria interessante adotar o lema “perco o cliente, mas não perco a piada”, mas é um pouco arriscado. O certo seria enfiar a cara nos balancetes de entrada e saída, o que já não é tão divertido.
Em alguns dias me desespero e penso em fazer outro curso, mas as áreas que me interessam não me trariam retorno financeiro e eu cairia no comércio outra vez. Fora que eu teria que sair da cidade e não tenho mais idade para ser bancada pelos pais. Não mesmo. Posso imaginar a cara da minha mãe caso eu comunicasse que quero fazer uma segunda faculdade. E não, não é uma cara de alegria. Nem de orgulho.
Penso que deveria ter feito Veterinária, e esses dias passou pela minha cabeça Biologia, mas as pessoas que eu conheço dessa área ou saíram daqui rumo ao centro do país, o que eu não almejo, ou estou tão sem dinheiro e esperança quanto eu.
De um tempo pra cá venho estudando pra concurso. Não tanto quanto eu deveria, mas bem mais que o de costume. É interessante estudar direito e outras matérias de pessoas responsáveis, mas não sei, também me soa irreal, distante. Aquela ali estudando leis e matemática sou mesmo eu?
Ontem uma pessoa me perguntou coisas da vida e eu fui dormir com saudades de mim.

13 de junho de 2009

Albúm de fotos

De tempos em tempos jogam a revista Caras e Contigo aqui na minha garagem. Ninguém pediu, ninguém assinou. Eu que adoro ver um rico fazendo pose, não reclamo. Uma foto na piscina, jóias e crianças impecavelmente vestidas. Um deleite para minhas manhãs.
Para não parecer elitista ou o contrário, faço questão de dizer que gosto muito das fotos de pobres ( talvez eu deva dizer economicamente desfavorecidos) que são expostas naquelas lojas de revelação falidas do centro da cidade. Dica: procure pelas fotos de casamento. São as melhores.
Esses dias eu fui tirar um xerox em uma dessas lojas, e tinha um garotinho posando para a fotógrafa. Claro que eu fiquei espiando. A moça não tinha lá muita paciência. Ri. E o menino ria. Isso, agora senta e pega o ovo. Ele pegava. Ri. Ele ria outra vez. E o pai do lado, maravilhado.No fim da sessão a moça explicou que tinha a opção de imprimir a foto em uma caneca e em um relógio de parede. Claro que o pai quis.
Agora, antes que você me pergunte, sim, eu tenho fotos bregas, muitas, afinal, eu tenho pai e mãe, e como vimos, pais não tem senso de ridículo, mas não é por isso que eu entrei nesse assunto. Entrei nesse assunto porque cai por acaso nesse site de fotos de familia aqui http://awkwardfamilyphotos.com e achei muitas pérolas. Pincei esses exemplos abaixo.





obs: fiquei comovida com a solidão dessa última foto "de familia"

9 de junho de 2009

Dia 12


Dia dos namorados está chegando, né minha gente? Propagandas melosas, vitrines cheias de corações. Ah, o comércio, ah, o amor...
Hoje eu estava no trânsito e peguei uma propaganda de uma concessionária de carros, anunciando promoção de dia dos namorados, com imagens de carros com uma fita grande vermelha em volta. Sério que tem gente que dá um carro de presente? Fiquei imaginando a pessoa dando um carro, e recebendo em troca um poeminha. Eu ficaria feliz com algumas palavras bonitas e uma noite bacana, mas acho que o rapaz do presente motorizado não.
E não adianta, tem gente que não gosta de dar presente. Meus irmãos, por exemplo, detestatam. Meu irmão nem se lembrava que sexta era dia dos namorados, e minha irmã provavelmente vai passar a tarefa para minha mãe. E tem amigo que deu um clareador dentário. Esquisito? Eu acharia uma indireta, mas ela gostou e agora sorri por aí com os dentes mais brancos.
Já outra não achou a tática legal não. Veio me contar que investigou e descobriu o namorado vai dar sete meses de mensalidade de academia pra ela. Não, ela não pediu, e não, ela não gosta de academia. É, sinto que não vai ser um bom dia 12 para o casal.

7 de junho de 2009

Bon Appétit

Agora eu também escrevo aqui ó:

1 de junho de 2009

A Profetiza




Semana passada eu fui ao Jogos Culturais, que acontece semanalmente no Shopping Minasssul, e perguntaram duas querstões sobre acidentes de avião. Parece que aconteceram dois, né? Pois é. Alguém na minha equipe sabia com detalhes e soube responder , ainda bem, porque eu estava afastada dos noticiários e só sabia por alto, mas ainda assim eu pensei: vai acontecer outro então. É sério. Eu não sou uma charlatã, eu sabia.
Você já reparou que quando tem um acidente aéreo, sempre acontecem outros na seqüência? Caso não, procure por acidentes dos outros anos, e comprovará o que eu digo. Levando em consideração a probabilidade de acontecer um acidente como esse, daria para respirar aliviado. Ok, se chance é de acontecer 1 acidente em cada 1000 voos (lógico que é só um exemplo sem qualquer responsabilidade e preocupação com a realidade), então eu estou tranqüila para viajar, a probabilidade de acontecer outra vez é pequena. Você pensa assim? Eu penso no caso de acidentes com montanha russa, teleférico, entre outros, mas quando se trata de avião, o melhor é ficar em chão firme por mais uns três meses. Sempre que cai um, cai três, cai quatro, ainda que um pequeno teco-teco no Acre.
Quem pode explicar o motivo desse mistério? Algo no ar? Algo cósmico? Seria Deus brincando de tiro ao alvo? Seriam extraterrestres em pesquisa de campo? Não sei, ninguém sabe, nem Mãe Dinah.
O fato é que na semana dos jogos culturais eu sabia que aconteceria outro acidente em breve, podia ter ido até uma TV mais próxima, profetizado, e hoje eu estaria famosa, fazendo mapa astral dos famosos das novelas e ganhando rios de dinheiro. Droga.

Recém-nascidos



O Felipe ( ou Minduim) é meu amigo super legal, super talentoso, que agora finalmente resolveu ter um super blog também. Confiram! Ao contrário de um tal Lucas, eu não tenho ciúmes dos meus amigos. Hahahaha.





30 pessoas, 30 textos. O blog mal chegou e já é um sucesso. Sim, eu também estou lá, mas não é conversa fiada. Está bombando mesmo ( desculpe a gíria brega, mas no momento não me ocorre outra palavra).

25 de maio de 2009

Oh bom Deus, por que me castigas assim?

Sempre leio por aí que as mulheres hoje em dia se sentem impotentes diante das responsabilidades da vida moderna. Trabalho, filhos, casa, marido, tudo tem que ser perfeito, não conseguem, obviamente, e enlouquecem. Eu não sofro desse mal. Talvez porque eu nunca tenha sido realmente boa ou competente em algo. Eu não ligo de não conseguir fazer as coisas que eu preciso, de não ter tempo de fazer tudo, mesmo por que eu tenho tempo de fazer tudo, só não faço por preguiça e conveniência mesmo, assumo. Claro que eu posso trabalhar, estudar e ir na academia. Só que eu não quero. Eu quero chegar em casa e ficar passando por todos os canais da tv, quero olhar álbum de pessoas estranhas no orkut, quero ler frases de gente que eu não conheço no twitter. Sim, eu sou muito a toa e gosto disso.
Ah, então você não se chateia nunca? Não tem remorso? Não tem culpa? Não tem desejos oprimidos? Sim, eu tenho. Eu quero um monte de coisa, como todos, mas tem sim algo em especial que me irrita, que me magoa, que faz com que eu me sinta um nada no mundo: não ter uma máquina fotográfica quando eu preciso.
O que adianta ter uma máquina fotográfica se ela sempre está em casa quando as coisas do mundo acontecem? Eu vejo coisas incríveis por ai, quero registrar, e nada, Aqueles insetos, aqueles filhotinhos de coruja, aquele casal que eu vi se abraçando na avenida.Tão bonito, tão marcante, e eu não vou me lembrar daqui um tempo.
Seguindo essa linha de azar e revolta com o mundo, esses dias eu estava na Festa de São Benedito, uma quermesse anual que tem aqui na minha cidade, quando chegou o pessoal da folia de reis e os Caiapós. Eu sempre quis fotografar esse evento, mas nunca consigo. Planejo, planejo e nada. Sempre estou viajando no dia, ou trabalhando. Esse ano eu estava lá, mas sem a máquina.
De consolo tinha o celular, com sua baixa definição e cores feias. Tirei uma em preto e branco, só pra não passar...“em branco”, mas nem de perto faz juz a beleza do evento, com tantas cores, tantos sorrisos, e assim sigo frustrada, mais um ano.



22 de maio de 2009

Sobre relacionamentos e úteros eletrônicos

Lição número 01: Nunca fale de filhos com seu pretendente, salvo se você quiser que ele suma.

Ex: “Olha esse site que legal. Coloco a minha foto, a sua, e projeta como seria um bebê nosso. Eu fazia com as fotos do Chico Buarque, hoje fiz com as suas.”

Lição número 02: Nunca critique uma mulher, salvo se você quiser que ela suma.

Ex:

Ele: Ai, saiu com sua boca murcha.

Ela: Eu não tenho boca murcha!

Ele: Não dá pra melhorar?

Ela: Melhorar? Depois do parto você viraria pro obstetra e perguntaria se dá pra melhorar?


Abaixo nossa longa família de mentirinha.


Francisco ( e não Marcelo)

Catarina (e não Maria Luiza)

Cícero (e não Pedro)

Davi



4 de maio de 2009

Sobre cabelos ( de novo)


Cabeleireiro é a profissão mais livre do mundo. Quer ir contra tudo e todos? Nada de fazer colar de miçanga para vender na praia, nada de sanduíche natural, filmes, música, nada disso. Seja cabeleireiro. Você não precisa escutar ninguém, nem sua mãe, nem o papa, nem seu próprio cliente. Se você não teme perder aquele que alimenta seus filhos, quem mais você vai temer? Nem gripe suína pode te abalar.
Alguma vez você foi ao dentista fazer uma limpeza e voltou com os dentes encapados de ouro igual um cigano? Conhece alguém que foi corrigir uma orelha de abano no cirurgião plástico e voltou com o sexo trocado? Eu não. Muito menos comprei uma calça jeans e levei pra casa uma meia arrastão. O comerciante teria que dar explicações pro PROCON, o médico ao conselho de medicina e por aí vai, mas o cabeleireiro não. Você vai, pede um corte, ele faz outra coisa totalmente diferente, acaba com seu cabelo e você faz o que? Chora?
Onde é o conselho regional dos cabeleireiros? Onde é setor de cortes mal feitos? E como eu provo que eu pedi “apenas tire um pouco de volume e mantenha o tamanho” e não um “picote ele inteiro de forma que eu fique escrava da escova se não quiser ficar parecendo um leão”.
O máximo que o cabeleireiro faz é perguntar se você gostou. Não, não gostei. E agora? Você vai colar fio por fio? Quem vai cobrir o prejuízo? Afinal, secador de cabelo gasta energia e gasta tempo. E o prejuízo emocional? Eu estava com vontade de deixar crescer esse ano, sabe? Sabe, mulher? Sim, por que os homens não entendem isso, só a gente, né? O máximo que o seu amigo vai dizer é que “cabelo cresce”. É verdade, cabelo cresce, mas demora e não adianta dizer que ficou bom, porque nessas horas nada consola.

p.s: foto meramente ilustrativa.

29 de abril de 2009

Top 5- Para gostar de Milton Nascimento

Esqueça Coração de Estudante.












p.s: não achei o vídeo dele com a Alaíde Costa cantando " Me Deixa em Paz". Uma pena.

Corro demais

Mãe, bati o carro.

fueim fuiem fuiem.

Desculpa ai, mocinha da auto escola. Espero que você se recupere do trauma.

Diálogo

-Você está com tpm?
-Não, sou ranzinza mesmo.

25 de março de 2009

11 de março de 2009

Sou feia, mas tô na moda



Eu estava andando em um dia de chuva quando a ouvi  miar. Estava tão desesperada que não deu pra fingir que não ouvia. Antes que a enxergasse totalmente, pensei: ah, fácil, levo para casa e depois até um pet shop para doar, mas quando ela apareceu com seu corpinho magricelo, percebi que não seria fácil assim. Tinha pelagem em escamas, dessas que misturam preto, amarelo e branco, mas tudo de uma vez, meio punk, meio hippie, meio diferente, sabe? Diferente de uma forma que as pessoas não gostam. Se ainda tivesse olhos azuis...mas assim, assim vai ser difícil.
Enrolei a moça em um pano de prato cedido gentilmente e levei para casa. Pensei em chama-la provisoriamente de Toneca, porque ela foi achada na rua Toneco, ou de Marcolina, em homenagem ao fornecedor do pano de prato, mas meu irmão a apelidou de Lacraia, disse que fazia jus a sua beleza e estado físico. É claro que as outras pessoas da casa preferiram a sugestão do meu irmão.
Resultado de tudo isso: duas semanas, duas feirinhas de doação, anúncios, e ela ainda está aqui, toda saltitante, tomando conta das cadeiras e dos sofás, me seguindo como uma sombra, e sabe, a gente nem acha mais ela tão feinha assim.








9 de março de 2009

Tente, invente, faça um omelete diferente



Minha mãe tem as mesmas panelas de quando se casou. Sempre que vamos até as Lojas Pernambucanas ela fica namorando novos conjuntos, mas nunca leva. Ela também dorme na mesma velha cama de madeira com um design estranho e que ela jura todo ano que vai trocar e nunca troca, mas isso não vem ao caso. O que interessa no momento é que nossas panelas são velhas. Algumas sem o cabo, outras com tapas perdidas, todas velhas. Ou quase todas.
Um dia eu fui com meus amigos Carol e Emerson ao supermercado e, entre um produto e outro, Carol coloca uma frigideira no carrinho de compras. Pra quê? Ah, o teflon da outra arranhou, agora fica grudando. O teflon arranhou? As minhas nem sequer tiveram teflon um dia. Que supérfluo, pensei, ainda com resquícios da era Collor na minha alma.
Mais tarde me ofereci para fazer um prato na nova frigideira e meu deus, o ovo mexido cozinhava todo e não grudava, nem precisava colocar dois ovos para compensar a perda. Fiquei calculando quantos ovos eu perdi ao longo da minha vida de panela velha.
Cheguei em casa e tive uma conversa franca com a minha mãe, nós precisávamos de panelas com revestimento antiaderente. Aquilo sim que era vida. Adeus, Bombril. Adeus, esmaltes lascados. Adeus, panelas de molho. Precisávamos abrir os olhos para o futuro, para a modernidade, e aquele discurso todo. Minha mãe para minha surpresa concordou e no dia seguinte trouxe um conjunto de três frigideiras antiaderente. Prometeu  que voltaria outro dia para comprar o resto do conjunto, o que nunca fez, de forma que as panelas em geral continuam velhas, mas tudo bem, pelo menos meus ovos mexidos estão salvos.
E por que eu estou falando isso? Por que hoje eu fiz um macarrão alho e óleo na minha frigideira com teflon e ele ficou perfeito. Não grudou, não queimou o alho, nada. Perfeito.
E o que eu quero dizer com essa conversa toda? Que panela velha não faz comida boa, ou ainda, que as panelas velhas que me desculpem, mas teflon é fundamental, mas se você quiser entender como uma metáfora, por mim tudo bem.



8 de março de 2009

Curtíssima



Já tem mexerica para vender no supermercado!

O que mais uma pessoa precisa para ser feliz?

28 de fevereiro de 2009

As vezes


As vezes o Edu dá umas bolas dentro. As vezes.


Na foto: Dú, Eu e Marco.


errata: a foto é do lucas. ahahahahaha.



25 de fevereiro de 2009

Nota Curta

Hoje eu estava no meu quarto, de onde escutava meu vizinho brincando com o neto na piscina. Os dois gargalhavam juntos e estranhei. Seria mesmo o meu vizinho? O mesmo?
Fiquei tão intrigada que decidi espiar pela janela.O velho fingia se afogar, espirrava àgua para todos os lados, para deleite do pequeno. Lembrei desse mesmo homem 15 anos atrás, cara fechada, ora perdido no meio de suas ferramentas, ora ralhando com a filha pela festa, pelo namorado, por qualquer coisa.
Fiquei olhando tudo aquilo, o ontem e o hoje, e cheguei a conclusão que se tem uma coisa bonita em viver, essa é poder testemunhar um pai severo se transformar em um avô amoroso.

16 de fevereiro de 2009

Bom dia, Tédio




Eu fico feliz com coisas pequenas. Quando tudo está uma merda, basta achar uma música que eu gosto muito no SoulSeek, e pronto, já vou dormir feliz. Um abacate maduro, encontrar rúcula na sessão de frios, um filme bom na promoção das Lojas Americanas. Qualquer um desses exemplos e basta. Ou bastava.
Aconteceu que algumas semanas atrás nada mais me alegrava. Não havia abacate no mundo que fosse suficiente. Nem doces. Comi todos os doces que me apareceram e nada, só quilos a mais. Parecia que não liberavam mais a serotonina de costume. Ou o tédio tinha se enraizado até os ossos.
Desesperada, resolvi consumir. Dizem que faz bem. Mas comprar o que? Nem pra gastar dinheiro eu animava. Pensei em todos os meus sonhos de consumo e nenhum me deu ganas de sair torrando minhas economias. Andei pelo shopping inteiro e nada saltou aos meus olhos. Desisti, ou além de entediada, ficaria pobre.
Decidi ver um filme. Comédia ou drama? Resolvi assistir Marley. Um maldito blockbuster saberia mexer com minhas emoções. Engraçadinho até, ri um pouco, mas não chorei. Todos de rostos molhados e eu ali, pensando o quanto era piegas aquela alternância entre vídeos do cachorro jovem e saudável, e o cachorro velho, morrendo no veterinário. Brega. E pensar que eu chorei tanto assistindo “K-9, um policial bom pra cachorro”...
Quando achei que tudo estava perdido, que eu estava fadada a melancolia eterna, dei de cara com ele. Lindo, chamativo, destacando entre os demais: Magnum Chocolate Belga.
Eu precisava experimentar. Eu amo sorvete Magnum, mas é caro, por isso eu nunca compro. E amo chocolate belga. Chocolate belga está no meu top 5 delícias do mundo. Sim, MAgnum Chocolate Belga traria minha felicidade de volta.
Como nada é fácil na vida, não tinha a especiaria na padaria. Nem na outra, nem na outra. Só fui encontrar o meu antídoto após uns quinze dias. Quando achei fiquei namorando. Cheirei, cheirei, examinei, e por afim abri. Dei uma mordida. Duas mordidas. Não tinha a menor graça.

13 de fevereiro de 2009

Eu também ganhei, la la la la







O Edu estava escrevendo coisas sobre todo mundo. Tretou, relou, ele mandava um belo depoimento, que amolecia o coração dos destinatários. Eu fiquei com ciúmes, óbvio. Afinal, eu conheço o Edu há muito mais tempo. Sim, eu merecia, e sim, eu o intimei, tal qual a criança mimada que sou.
E aí está, um texto do Edu a meu respeito, conforme a última moda no mundo da panelinha bloguiana. E viva o bloco mimimi.


"Marcela diz que não dá conta de ler mais meu blog, por conta que eu escrevo demais. E ela não lê mesmo. Marcela não dá a mínima bola para mim. Recentemente me bloqueou por semanas, e eu que não sou de levar desaforo pra casa, entreguei para Deus. Agora voltamos provisoriamente às boas, com possibilidade de visita à sua Poços onde terei direito a um colchão, pão de queijo de manhã, doce de leite, e um pastel na faixa no Pastelux(ch)o. Prometo fotos panorâmicas incríveis do Cristo, da casa, fazer de Poços uma cidade de brinquedo, e provocar um amor irrestrito em terras marcelinas, já que estou na fase sedutor-amoroso. Mas como a moça é por demais imprevisível, tento garantir empréstimo com irmãos, para necessidade de rabo entre as pernas, ônibus expresso no terminal com passagem em punho, vociferando palavrões em braille. Se o negócio complicar, simulo dramaticamente suicídio em águas térmicas medicinais. Mas sei que nada comoverá esse coração de minério. Nada. Ela não me leva a sério. Me tem em profundo descrédito, desde que esteve cá em casa e viu que sou farsante de primeira. Como a Rosma, vai me chutar, vadio, sem aceitar pedidos de desculpas, entender que despejo sem pensar vastas insensibilidades. Tudo por que não entendo de mulheres, pois cresci numa casa onde todo mundo se embruteceu cedo demais. Ser cínico, e fingir que não me importo, é minha estratégia de defesa, e ela não pode negar que nisto somos um tanto iguais. Mas no fundo somos uns esfomeados de amor, sentimentais saídos de uma canção triste do Amarante."

7 de fevereiro de 2009

Top 5 músicas de amores improváveis ( ou ainda, top 5 músicas que me lembram você)


1- Porque era ela, Porque era eu (Chico Buarque)

“Eu não sabia explicar nós dois
Ela mais eu, porque eu e ela
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ela foi me levando pela mão
Íamos todos os dois,assim ao leo
Ríamos, chorávamos sem razão
Hoje lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ela, porque era eu

 


2- Último romance (Rodrigo  Amarante)


"Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
antes um mês e eu já não sei

E até quem me vê lendo o jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena"


3- Janta (Marcelo Camelo)

Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade

 

4- Minha flor, meu bebê ( Cazuza)

Dizem que tô louco
E falam pro meu bem
Os meus amigos todos
Será que eles não entendem
Que quem ama nesta vida
Às vezes ama sem querer
Que a dor no fundo esconde
Uma pontinha de prazer
E é por isso que eu te chamo
Minha flor, meu bebê

 

5- Na verdade não tem uma quinta música, mas ficaria feio um top 4. Top tem que ser no mínimo 5,né? Então vou deixar aberto para quem quiser sugerir uma música sobre esse tema.



31 de janeiro de 2009

Você sabe o que é meme?

Segundo o Felipe Luno, que foi quem me colocou nessa brincadeira, as regras são as seguintes:

 

  • Linkar a pessoa que te indicou.
  • Escrever as regras do Meme em seu blog.
  • Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
  • Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
  • Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
  • Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

 

Ok, crianças. Então vamos lá,  seis coisas sobre mim:

 

  1.  Fujo de todo e qualquer evento dançante. E dos formais também.
  2. Já entrei na academia umas 20 vezes. Só duas vezes eu fiquei mais de um mês.
  3. Sempre adorei crianças, mas depois que comecei a trabalhar em shopping, sinto que gosto cada vez menos delas. E isso me assusta.
  4. Eu cheiro pastel. Mas tudo bem, eu não ligo, pois já me é familiar.
  5. Eu tenho dificuldades para acreditar em Deus, mas tenho medo sincero de fantasmas.
  6. Eu uso crocks e acho que é o melhor calçado do mundo. E daí que parece uma bota de açougueiro em férias?

 

Legal. Agora eu teria que indicar pessoas, mas sei lá, eu não tenho tantas pessoas assim para indicar, a maioria já foi, e os que sobraram não topariam, visto que ranzinzas só tem amigos ranzinzas. Ah é, uma sétima informação, sou ranzinza.
Bom, eu vou pular a parte de indicar pessoas então. E taí uma oitava informação sobre mim, eu tenho problemas com regras.

23 de janeiro de 2009

Entre Prados e Paivas

Eu já contei que existe uma Marcela Prado, ex-namorada do Senna, e blá blá blá, né?
Pois é, chato. Uma moça muito bonita e carismática, mas um currículo um tanto... apimentado.
Então eu pensei: vou usar o Paiva. Pronto. Deixa a moça da playboy usar o Prado.
Resolvi procurar no google por Marcela Paiva, só pra garantir, e olha a pérola que eu achei.




21 de janeiro de 2009

Sobre beijinhos doces


Eu não queria mais assistir novelas. Não que eu não goste. Eu gosto, sempre gostei. Estudei, pesquisei, escrevi sobre, mas não queria mais. Não foi nenhum motivo intelectual também, porque você sabe, isso é bobagem. Isso é conversa de homem que assiste mesa redonda aos domingos. Conversa de quem acha que Réquiem para um sonho é um grande filme.

Mas eu cansei. É, cansei. Não agüentava mais ver a Carolina Dieckmann, o Cauã, a Mariana Ximenes. E quantas vezes eu vou ter que assistir o casal romântico Tárcisio Meira e Glória Menezes? Não. Decidi que só assistiria quando aparecesse algo inovador, tal qual Beto Rockfeller foi para a época.

Foi então que todo mundo começou a falar da novela  “A Favorita”. As pessoas praguejavam o autor, que não definia quem era a mocinha, quem era a vilã e eu fiquei com vontade de assistir. Parecia interessante, mas fiquei sabendo pelas capas de revista na banca que a mocinha talvez fosse irmã do mocinho, talvez não. Ah não, amor entre prováveis irmãos? Não. Eu não agüento mais isso. E tinha uma morta que talvez não estivesse morta. Não! Não quero! Fui resistindo, resistindo, e só cedi nas últimas semanas.

Arrependi. Como era boa, não? Claro que teve escorregões, tinha aquele bundão do Zé Bob, a adúltera que acabou punida e morta, e o viadinho que virou macho, mas era boa. Bons diálogos, personagens como a Flora, o Silverinha...é, foi boa. E achei interessante que o nome da novela só fez sentido na última cena.

E agora? Agora começou outra novela cheia de véus, pessoas que vem do outro lado do mundo ao Brasil como quem vai de São Paulo a Santos, e cenas e cenas de dança do ventre. Não, eu não assisto mais novelas.



1 de janeiro de 2009

Sobre festas de fim de ano, ou não


Eu pensei em escrever um texto falando sobre como eu quis que 2008 acabasse, sobre como ele foi horrível, como foi pior ano da minha vida, mas agora no final tem você, e eu já não acho que foi tão ruim assim.

Pensei em escrever sobre como é bobo acreditar em numerologia, em ano de bicho rato, ano de bicho coelho, mas quem sou eu para criticar qualquer misticismo, se esses dias mesmo fiz seu mapa astral e fiquei feliz porque você tem vênus em leão, assim como eu?

Pensei também em publicar uma lista de metas. Não deixar tudo pra última hora, guardar dinheiro, acordar mais cedo, mas pra quê, se tem você pra provar que eu não sei seguir qualquer planejamento prévio?

Por último eu pensei em não publicar nada disso, afinal, você nem lê esse blog, mas eu vivo repetindo pra você que as coisas devem ser ditas, não é? Pois então que sejam ditas, escritas, publicadas, e um dia, quem sabe, lidas.